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Hantavírus. OMS prevê que "surjam mais casos" mas não há sinais de "surto de maior dimensão"
O chefe da Organização Mundial de Saúde vincou que o trabalho desta entidade "ainda não está concluído", já que deve continuar a haver "uma supervisão rigorosa".
O diretor-geral da OMS alertou esta terça-feira que deverão surgir mais casos de infeção por hantavírus, mas vincou que, para já, não há sinais de "um surto de maior dimensão". Tedros Adhanom Ghebreyesus falou numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro espanhol em Madrid.
"Neste momento, não há sinais de que estejamos perante o início de um surto de maior dimensão, mas é claro que a situação pode mudar e, dado o longo período de incubação do vírus, é possível que venhamos a registar mais casos nas próximas semanas", alertou.
"Prevemos que surjam mais casos de hantavírus, já que houve muita interação entre os passageiros antes de a primeira infeção ter sido confirmada", explicou o responsável.
“O risco global de transmissão continua a ser baixo”, assegurou, acrescentando que os casos suspeitos e confirmados “estão nesta altura em isolamento, sob supervisão médica, para minimizar qualquer risco de transmissão”.
Tedros Adhanom Ghebreyesus disse ainda esperar que os países sigam "os conselhos e as recomendações" da instituição sobre o hantavírus. "A OMS dispõe de diretrizes claras", declarou, apesar de realçar "a questão da soberania" nacional.
"Não podemos obrigar os países a aplicar os nossos protocolos. Podemos apenas aconselhar e recomendar", explicou durante a conferência de imprensa.
Foram confirmados, até ao momento, 11 casos de infeção com hantavírus em pessoas que viajaram no cruzeiro MV Hondius, que saiu do sul da Argentina no início de abril.
Do total de casos, três pessoas morreram. Existem ainda outros casos suspeitos ou prováveis.
Na segunda-feira terminou a operação de retirada dos passageiros ainda a bordo do MV Hondius. O navio deverá chegar no domingo à noite a Roterdão, apenas com parte da tripulação.
c/ agências